O artigo 48 do CPP permite que o MP adite materialmente a queixa para incluir co-autor e/ou partícipe?

Não. O dispositivo que permite esta hipótese é o artigo 45, do CPP e pode se dizer que referido artigo se revela incompatível com o sistema processual penal vigente. O artigo 129, da CF/88 estatui que o MP é titular exclusivo das ações penais públicas. Nas demais modalidades, atuará enquanto fiscal da lei assegurando a observância dos seus preceitos legais pelo particular. Assim, não poderá exercer a legitimidade ativa nas ações privadas, salvo se a lei expressamente o determinar (veja-se, por exemplo, o art. 225, § 2º/CP). Assim, por ser parte ilegítima não pode promover o aditamento à revelia do querelante, mas pode requerer a extinção contra todos pela renúncia (art. 49/CPP) se este não atender à determinação judicial de aditamento. Portanto, na ação penal de iniciativa privada o aditamento cabe unicamente ao querelante. Nesse sentido é a posição dominante (Nucci, Pacelli e Mirabete). Falta ao Estado interesse de agir nas ações penais privadas.

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