Mesmo condenado, Gil Rugai deixa o tribunal em liberdade; entenda Assistente de acusação teme que rapaz fuja antes de ir para a cadeia. Defesa diz que suspeita não tem fundamento.

Na última sexta-feira (22), Gil Rugai foi condenado, em São Paulo, a mais de 33 anos de prisão pela morte do pai e da madrasta. Mas deixou o tribunal em liberdade.
A acusação saiu vencedora do julgamento, mas o promotor Rogerio Zagallo não escondia a frustração com o fato de Gil Rugai continuar livre. “Quase 34 anos de pena e ele sair pela mesma porta que entrou…”, comentou.
O rapaz foi condenado a 33 anos e nove meses pelo assassinato do pai, Luis Carlos Rugai, e da madrasta, Alessandra Troitino, em março de 2004. Como tem uma liminar do Supremo Tribunal Federal que lhe garante liberdade, não tem antecedentes criminais e não pode mais interferir no processo – que acabou –, o juiz permitiu que ele recorra em liberdade.
A defesa já avisou que vai recorrer e tem até sexta-feira (1º) para isso. O primeiro passo deverá ser pedir a anulação do julgamento ao Tribunal de Justiça de São Paulo. Se ganhar, haverá novo júri popular. Se perder, ainda pode levar o caso ao Superior Tribunal de Justiça e ao Supremo Tribunal Federal. Com isso, deve levar um bom tempo para que o condenado Gil Rugai comece a cumprir a pena.
“Eu acredito que por volta de três a quatro anos. Vamos colocar aí como prazo mínimo. Pode ser até que demore um pouco mais”, calcula o advogado criminal Vinicius Abrão.
“A Justiça está carregada há muito tempo, em especial no caso do estado de São Paulo, que detém praticamente 50% de todo o movimento de processos do Brasil”, ressalta o desembargador Marco Antonio M. da Silva, do Tribunal de Justiça de São Paulo.
Como já passou um período preso depois dos crimes, Gil Rugai ainda tem que cumprir três anos e um mês em regime fechado antes de ganhar a progressão para o semiaberto. O assistente de acusação, Ubirajara Mangini Pereira, teme que ele desapareça antes de ir para cadeia. “Eu temo pela fuga. Eu temo que ele não vá cumprir o restante da pena”, revela.
“É uma suspeita absolutamente infundada. Não há qualquer possibilidade de fuga do Gil, até porque se fosse fugir, já teria feito”, assegura o advogado de defesa, Marcelo Feller.

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Fonte: G1.com

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